domingo, 26 de julho de 2009

BEBER, JOGAR, F@#ER


Na ocasião do lançamento do livro Comer, Rezar, Amar – best-seller da norte-americana Liz Gilbert – eu li e senti que se tornaria um clássico do universo feminino.

Pois nessa semana, lambendo a vitrine da livraria, notei que havia uma versão de cuecas para o livro. Quer dizer, uma ficção inspirada na ideia do original, onde um publicitário é chifrado pela esposa e resolve dedicar um ano se sua vida bebendo em Dublin, jogando em Las Vegas e curtindo os prazeres de carne em Bangkok. Você entendeu que não estou falando de picanha, certo?

Ah, sim! O título. Passa pela nossa cabeça que a máquina criptografou o último verbo, certo? Errado. O f@#er faz parte dos nossos eufemismos que não combinam em nada com o país do carnaval, do mesmo jeito que filmes que trazem um sonoro fuck you são legendados aqui como “vai se ferrar”.

Um parágrafo do livro que merece ser sublinhado: numa união, existem pessoas Macs e pessoas PCs. Ou seja, há um esforço danado para os computadores operarem no mesmo sistema e falarem a mesma língua. Mas, no fundo, eles são diferentes.

O ENIGMA DO PRÍNCIPE


Não li nenhum dos livros do Harry Potter, mas acompanhei a saga do aprendiz de feiticeiro pelas telas dos cinemas desde o princípio. No fim de semana que passou, rolou o lançamento do sexto filme e, segundo consta, o antepenúltimo já que o sétimo e último livro [Relíquias da Morte] será dividido em dois filmes.

O título original – Harry Potter and the Half-Blood Prince – foi traduzido como Harry Potter e o Enigma do Príncipe. No texto fala-se em príncipe mestiço, que ainda não é a palavra mais apropriada. A tradução mais literal cairia no bastardo, o que também foge do propósito. Na série, os mestiços são filhos de bruxos com trouxas. E trouxa é quem não é bruxo.

O filme já arranca com uma cena sensacional: um passeio por Londres que só faltou a poltrona do cinema chacoalhar pra gente se sentir na Disney. E muitas outras cenas fantásticas, por vezes me remetendo ao Senhor dos Anéis e outras ao Fabuloso Destino de Amélie Poulain.

CADILLAC RECORDS


Eu não sei dizer ao certo o que aconteceu. Ou o cartaz passou batido por mim nos cinemas ou o lançamento de Cadillac Records foi direto em DVD aqui no Brasil. O fato é que já está nas locadoras e é um item obrigatório para os amantes do rock’n’roll.

O filme se passa na Chicago dos 40’s e 50’s, mas não sem antes passar pelo Mississipi, afinal, reza a lenda [e o filme endossa] que foi ali o nascimento do blues, pai do rock.

A história se confunde com a história da Chess Records e de seu fundador, Leonard Chess – interpretado pelo vencedor do Oscar Adrien Brody], que teve em seu catálogo lendas como Muddy Waters, Little Walter, Etta James e Chuck Berry.

Não posso deixar de me render à atuação surpreendente da Beyoncé, que me comoveu no papel de Etta James. Quando ela canta At Last, arrepia tudo. Ela é ainda a produtora executiva do projeto.

domingo, 19 de julho de 2009

ESTUDO

Quando seu filho estiver dando problema no colégio, naquela fase negra de jogar tudo pro alto e não querer saber dos estudos, vou anexar aqui uma ferramenta que pode ser importante no processo de convencê-lo do contrário! Um retrato que diz mais que mil discursos.





Sempre chega um momento na vida em que

ter muito dinheiro faz toda a diferença!

BILLIE HOLIDAY


No último fim de semana, o mundo contabilizou 50 anos sem Billie Holiday, para alguns a maior cantora de jazz da história da música.

Se alguém aqui já se queixou da vida, deixa eu contar um pouquinho do que foi a vida pra Billie. Pra começar, ela foi a consequência de uma aventura maluca entre dois adolescentes. Quando nasceu, seu pai tinha dezoito anos e sua mãe dezesseis. A propósito, o pai era guitarrista e abandonou a família quando Billie ainda era bebê, seguindo viagem com uma banda de jazz.

Menina americana negra e pobre, Billie passou por todos os sofrimentos possíveis. Aos dez anos sofreu violência sexual por um vizinho e foi internada numa casa de correção para meninas vítimas de abuso. Aos doze, trabalhava lavando o chão de prostíbulos. Aos catorze, morando com sua mãe em NY, prostituiu-se pela primeira vez.


Sua vida como cantora começou em 1930. Ameaçada de despejo por falta de pagamento, Billie saiu desesperada atrás de algum dinheiro. Entrou num bar do Harlem, ofereceu-se como dançarina e mostrou-se um desastre.

Penalizado, o pianista perguntou se sabia cantar. Billie cantou e saiu com um emprego fixo. Nunca teve educação formal de música. Aprendeu ouvindo Bessie Smith e Louis Armstrong.

Nos anos quarenta, auge do sucesso, a estrela pulou de cabeça no álcool e nas drogas, passando por momentos de depressão, refletidos em sua voz. Pouco antes de morrer de overdose, publicou sua autobiografia – Lady Sings the Blues – a partir da qual nasceu um filme póstumo com Diana Ross no papel de Billie.

CHANNING TATUM


Channing Tatum era um rapaz bonito que trabalhava na Dillard’s – uma tradicional rede de lojas de departamentos americana – e recebia dez dólares por hora pra ficar borrifando perfume. Uma profissão tão chata quanto a de entregar panfletos.

Para a felicidade dele e para a inveja verde e viscosa dos seus inimigos, essa história faz parte de um lugar cada vez mais distante chamado passado. No mês de agosto, ele ilustra a capa da GQ Magazine num ensaio assinado pelo bambambã Mário Testino.

Antes disso, já dividiu um editorial de moda na Vogue com a gaúcha Carol Trentini e ficou conhecido do público pelo filme Ela Dança, Eu Danço onde faz par com a atriz Jenna Dewan, com quem acabou de se casar.

Pra quem ainda não ligou o nome à pessoa, ele esteve recentemente nas telas do cinema estrelando o filme Ela É o Cara. Por ora, pode-se dizer que o moço está no topo da cadeia alimentar.

DIA DO AMIGO


Amanhã, vinte de julho, é dia de chamar os seus protegidos e comemorar o Dia do Amigo. Aproveito a data pra dizer aos meus o quanto eu os aprecio e faço aqui a homenagem com um bis do meu texto favorito sobre o assunto. Abram aspas:

Pra que serve um amigo? Pra rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um disco, dar carona para festa, passar cola, caminhar no shopping, segurar a barra. Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito.

Um amigo não racha apenas a gasolina. Racha lembranças, crises, choros, experiências. Racha a culpa, racha segredos. Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta.

Um amigo não recomenda apenas um disco. Recomenda cautela, um emprego, recomenda um país. Um amigo não dá apenas carona para uma festa. Te leva para o mundo dele e topa conhecer o teu.

Um amigo, não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa contigo uma emoção, passa junto o réveillon. Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado.

Um amigo não segura a barra apenas. Segura a mão, a ausência, segura a confissão, segura o tranco, o palavrão, segura a porta do elevador. Quem tiver um amigo assim, que diga amém. E fechem as aspas.