domingo, 26 de julho de 2009

CORAÇÃO VAGABUNDO


No último fim de semana, algumas salas de cinema do país exibiram a estreia do documentário Coração Vagabundo, sobre a vida de Caetano Veloso.

No corpo do filme, o baiano diz que a velhice traz a conclusão de que o pior já passou. E explica numa entrevista que “não é bem uma conclusão. É a constatação de que não se pode pôr tudo na conta da velhice. Alguns podem viver o pior de suas vidas aos 17, ou aos 35, ou aos 42, e atravessar a velhice com alegria e paz”.

E emenda: “No filme, não falava de mim. Sou um cara que tem saudades da juventude – não do tempo em que fui jovem, mas da juventude em si, do equilíbrio e da elasticidade do corpo, da força dos cabelos, o jato de urina forte, as ereções firmes, a alegria física da juventude”.

PRA CHEGAR DO OUTRO LADO


Falta de notícia é sempre desesperador. O Ego, página da internet especializada em fofocas de celebridades, na ausência de uma tragédia publicou duas fotos sequenciais da Emanuelle Araújo com a seguinte legenda: “compenetrada, a atriz Emanuelle Araújo atravessa uma rua no Leblon, na Zona Sul do Rio, nesta quinta-feira, 23. Por que tão séria?”

Rosana Hermann, do blog Querido Leitor, não perdoou. Copiou a notícia e comentou a notícia incrível. “Pena que eu não conheça Emanuelle Araújo. Mas a ignorante sou eu, admito. Adorei saber, mesmo assim, que ela estava no Leblon. Quem diria, Leblon. Nunca imaginei que as pessoas fossem lá. Ou que, uma vez lá, atravessassem a rua dessa forma, concentrada. Bom, mas pelo menos ela não atravessou diluída. E fiquei feliz em me certificar que o Leblon fica no Rio. Pelo som “on” eu pensei que fosse em Paris.


Tudo bem que ela não seja uma celebridade de primeira grandeza, mas a Rosana não deve ter assistido A Favorita, onde ela fazia a Manu, parceira do Dódi. E no twitter, veio a pergunta clássica: Por que Emanuelle Araújo atravessou a rua?

MARIA JOANA


O assunto já é antigo, mas tem ganhado força na mídia nas últimas semanas. A maconha está em alta. Não me refiro ao seu uso, mas ao tema em si.

Tenho a impressão que todo esse rebuliço tenha tomado maiores proporções depois da participação do ministro do meio ambiente Carlos Minc numa das marchas da maconha em Ipanema.

Na quinta-feira passada, a erva foi a linha condutora de um episódio d’A Grande Família – horário nobre na Globo. Os roteiristas se aproveitaram dos personagens pra dar suas opiniões sobre o tema e, claro, constatar que nesse assunto toda “grande família” tem pelo menos um especialista.

Na mesma noite, a TV Câmara passava uma entrevista com um dos organizadores da Marcha de quem não me recordo o nome.

O que eu sinto em relação ao tema é que as pessoas que se manifestam contrárias ao uso da maconha são, na sua maioria, despreparadas pra opinar já que nunca tiveram contato com a fumaça.

Aí você vai me dizer que ninguém precisa por o dedo na tomada pra saber que dá choque. Concordo. Mas a sensação do choque só pode ter que se atreveu.

Só pra encerrar, já que o assunto renderia muitos parágrafos e não quero fazer discurso, mas acho bastante estranho uma pessoa ser presa porque tem um exemplar de cannabis no seu jardim enquanto outras promovem orgias com dinheiro público e gozam de imunidade.

BEBER, JOGAR, F@#ER


Na ocasião do lançamento do livro Comer, Rezar, Amar – best-seller da norte-americana Liz Gilbert – eu li e senti que se tornaria um clássico do universo feminino.

Pois nessa semana, lambendo a vitrine da livraria, notei que havia uma versão de cuecas para o livro. Quer dizer, uma ficção inspirada na ideia do original, onde um publicitário é chifrado pela esposa e resolve dedicar um ano se sua vida bebendo em Dublin, jogando em Las Vegas e curtindo os prazeres de carne em Bangkok. Você entendeu que não estou falando de picanha, certo?

Ah, sim! O título. Passa pela nossa cabeça que a máquina criptografou o último verbo, certo? Errado. O f@#er faz parte dos nossos eufemismos que não combinam em nada com o país do carnaval, do mesmo jeito que filmes que trazem um sonoro fuck you são legendados aqui como “vai se ferrar”.

Um parágrafo do livro que merece ser sublinhado: numa união, existem pessoas Macs e pessoas PCs. Ou seja, há um esforço danado para os computadores operarem no mesmo sistema e falarem a mesma língua. Mas, no fundo, eles são diferentes.

O ENIGMA DO PRÍNCIPE


Não li nenhum dos livros do Harry Potter, mas acompanhei a saga do aprendiz de feiticeiro pelas telas dos cinemas desde o princípio. No fim de semana que passou, rolou o lançamento do sexto filme e, segundo consta, o antepenúltimo já que o sétimo e último livro [Relíquias da Morte] será dividido em dois filmes.

O título original – Harry Potter and the Half-Blood Prince – foi traduzido como Harry Potter e o Enigma do Príncipe. No texto fala-se em príncipe mestiço, que ainda não é a palavra mais apropriada. A tradução mais literal cairia no bastardo, o que também foge do propósito. Na série, os mestiços são filhos de bruxos com trouxas. E trouxa é quem não é bruxo.

O filme já arranca com uma cena sensacional: um passeio por Londres que só faltou a poltrona do cinema chacoalhar pra gente se sentir na Disney. E muitas outras cenas fantásticas, por vezes me remetendo ao Senhor dos Anéis e outras ao Fabuloso Destino de Amélie Poulain.

CADILLAC RECORDS


Eu não sei dizer ao certo o que aconteceu. Ou o cartaz passou batido por mim nos cinemas ou o lançamento de Cadillac Records foi direto em DVD aqui no Brasil. O fato é que já está nas locadoras e é um item obrigatório para os amantes do rock’n’roll.

O filme se passa na Chicago dos 40’s e 50’s, mas não sem antes passar pelo Mississipi, afinal, reza a lenda [e o filme endossa] que foi ali o nascimento do blues, pai do rock.

A história se confunde com a história da Chess Records e de seu fundador, Leonard Chess – interpretado pelo vencedor do Oscar Adrien Brody], que teve em seu catálogo lendas como Muddy Waters, Little Walter, Etta James e Chuck Berry.

Não posso deixar de me render à atuação surpreendente da Beyoncé, que me comoveu no papel de Etta James. Quando ela canta At Last, arrepia tudo. Ela é ainda a produtora executiva do projeto.

domingo, 19 de julho de 2009

ESTUDO

Quando seu filho estiver dando problema no colégio, naquela fase negra de jogar tudo pro alto e não querer saber dos estudos, vou anexar aqui uma ferramenta que pode ser importante no processo de convencê-lo do contrário! Um retrato que diz mais que mil discursos.





Sempre chega um momento na vida em que

ter muito dinheiro faz toda a diferença!