domingo, 19 de julho de 2009

PORTO EUROPA


Depois de todo o bas fond envolvendo a empresária Eliana Tranchesi, proprietária da Daslu – a catedral do luxo no Brasil – agora é a vez de Tânia Bulhões estar na mira da Polícia Federal.

Tânia, casada com o empresário Pedro Grendene, é também suspeita de um esquema de importações ilegais. A PF esteve na loja que carrega seu nome nos Jardins, em Sampa, apreendeu documentos e escaneou notas fiscais.

A loja é especializada em móveis de luxo e artigos de decoração e faz parte da via crucis da elite paulistana.

A operação batizada de Porto Europa começou na terça-feira numa cooperação entre a Receita Federal, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal. O objetivo é apreender provas do esquema fraudulento de importação de artigos de luxo.

Vagarosa


* Maria do Céu Whitaker Poças nasceu com duas veias saltadas para a arte. Filha do Edgar Poças, um maestro e compositor brasileiro, responsável pelos arranjos musicais do Balão Mágico e da artista plástica Carolina Whitaker, entrou em contato com a música bem jovem.

* Adotou Céu como o nome artístico e se jogou no mundo da música. Lançou um primeiro disco onde é co-autora de 12 das suas 15 faixas, lançado no Brasil em 2005, e fez sucesso além das nossas fronteiras – até mais lá do que aqui.

* Nem lembro como fui descobrir aquele álbum, mas lembro bem que já tinha ouvido muitas vezes quando vi a figura da cantora pela primeira vez, se apresentando na abertura dos Jogos Panamericanos no Rio de Janeiro.

* Então descobri que ela foi a artista brasileira que alcançou a mais alta posição nas paradas dos EUA desde Astrud Gilberto com Garota de Ipanema em 1963.

* A boa nova é que ela acaba de aterrissar nas prateleiras com seu segundo álbum, o Vagarosa. Como é uma artista pouco divulgada, fica aqui a dica. Vale cada acorde.

LATINOS


Eu gosto de dormir com um barulho de fundo. Digo, dormir não é o verbo certo porque na hora do descanso o ideal é mesmo o silêncio absoluto. Mas enquanto a gente está naquele limbo entre a vigília e o sono, é bom um barulhinho. De preferência em língua estrangeira.

Foi assim que descobri os prazeres da CNN em espanhol, língua que soa como um acalanto perfeito porque ainda que seja entre todas as latinas a prima mais próxima do nosso português, é a que tenho menos interesse e, portanto, a que me soa mais estranha.

Entretanto, não posso ocultar minha pescaria de palavras quando todo o corpo quer descansar e apenas o ouvido continua funcionando. E foi nesse clima de desprendimento que comecei a notar o quanto o espanhol é a língua mais fechada aos estrangeirismos que já pude notar.

Aí alguém vai contestar que o francês também detesta o inglês, onde eu direi que é verdade, mas o problema deles é político, bélico ou rixa de vizinho, mas é um problema pessoal. Só não queira me convencer que uma língua não roubou da outra porque é mentira. Tenho uma lista de exemplos.

No contrafluxo, o espanhol se mantém fiel ao próprio acento. Vamos ilustrar com a letra W. Em português, dáblio – uma derivação de double U, muitíssimo parecido se partirmos da pronúncia original. Em espanhol vira doblevê, bem mais coerente com a língua em que se diz. E nessa era cibernética onde a gente fica repetindo dáblio dáblio dáblio eles dizem triple doblevê.

Outro exemplo clássico é o OK. Aqui a gente mantem o sotaque original da expressão. Okei. Nossos hermanos são bairristas. Transformam em oká.

Antes de criar inimigos, quero deixar claro: isso não é um ataque ao português nem um elogio ao espanhol. É uma observação. Não serve pra absolutamente nada além de chamar atenção para o fato. Outro dia conversamos sobre o jeito como os espanhóis pronununciam o nome de celebridades estrangeiras. É o endosso do assunto.

domingo, 12 de julho de 2009

LOUBOUTIN


Um pouco de graça entre a turma da vida inteligente na madrugada que esteve ligada no último Altas Horas, programa do Serginho Groissman nas noites de sábado.

As convidadas Cláudia Leite e Cléo Pires passaram por um leve constrangimento quando se sentaram lado a lado e notaram que estavam usando sapatos idênticos. Mesma cor, mesmo verniz, mesmo salto vertiginoso e não duvido que seja do couro da mesma vaca.

Riram da situação e deram aquela cruzada de perna estratégica pra revelar um solado vermelho que as Carries Bradshaws de hoje reconhecem a kilômetros de distância.

Tratava-se de um par do designer Christian Louboutin, sonho de consumo de várias cinderellas modernas que se atrevem a pagar R$ 2.500 por um par de sapatos. É esse o valor dos pisantes, segundo uma amiga bem iniciada no assunto.

Agora falando sério: gastar uma fortuna num sapato pra sentar ao lado de outro par idêntico? Se fosse Melissa é porque tinha virado um caminhão na praça.

SENADO


Zapeando entre um canal e outro, meus dedos me fazem parar na TV Senado quando o gaúcho Pedro Simon se pronunciava a respeito dos escândalos que assombram aquela casa.

O senador já está no seu quarto mandato, o que lhe rende mais de trinta anos na cúpula do legislativo e certamente é um dos principais personagens da história viva do Senado Federal.

Num discurso eloqüente, criticou a medida provisória como uma seqüela do parlamentarismo e num tom de mea culpa trouxe à superfície o conjunto da obra que tranformou aquela casa em motivo de chacota nacional.

Depois troquei a tevê pela internet onde li um artigo do Ruy Castro que combinava com que eu tinha acabado de ver.

Começava com uma história da Segunda Guerra. Um japonês, Tsutomu Yamaguchi, estava em Hiroshima a negócios no dia 6 de agosto de 1945 quando um avião americano despejou a bomba atômica sobre a cidade.

Morreram 140 mil pessoas. Tsutomu sofreu graves queimaduras, mas sobreviveu e conseguiu voltar no mesmo dia para sua cidade, Nagasaki.

Três dias depois, outro avião americano jogou a bomba sobre Nagasaki, matando mais 70 mil. E, pela segunda vez, Tsutomu, mais morto do que vivo, escapou. Sobreviveu não apenas ao impacto das duas bombas, mas passou a vida incólume aos efeitos da radiação que provocou cânceres fatais em milhares de seus compatriotas.

Em março último, aos 93 anos, foi oficialmente reconhecido pelo governo japonês como o único duplo hibakusha – sobrevivente da radiação atômica – do país.

Nem todos têm a incrível resistência de Tsutomu. O único outro sobrevivente profissional que poderia despertar inveja no japonês é o senador José Sarney.

MARACANÃ

Se quem é rei nunca perde a majestade, Roberto Carlos está se aproveitando da coroa e do cetro pra celebrar em alto estilo seus 50 anos de carreira.

Depois de ser cantado [entenda aí o verbo como quiser] pelas vozes femininas mais desejadas do país no Municipal de São Paulo, Roberto lotou o Maracanã neste sábado para um show antológico.

E como o rei sabe muito bem cativar o seu eleitorado, ele foi além do seu jargão “que prazer rever vocês”. Emendou com “essa é a maior emoção que eu já senti. Quando eu estava lá em Cachoeiro de Itapemerim jamais poderia imaginar uma coisa assim. Cantar no Maracanã olhando nos olhos de vocês. Tudo isso parece um sonho. Mas se for um sonho, não quero acordar”.

Roberto não detém o trono por tantos anos à toa. Ele sabe chegar no coração do povo brasileiro, seja cantando o amor ou as coisas simples da vida, seja cantando a mãe, a Lady Laura, ou o pai – meu querido, meu velho, meu amigo – seja cantando Jesus ou tomando café da manhã com a amada amante.

Não há como não se render. Todo mundo tem uma canção do Roberto na trilha sonora das suas vidas. E apenas pra constar: havia três gerações de fãs do Roberto acompanhando ao vivo pela Globo o show no Maracanã. Só posso aplaudir!!

PORTOFRANCO

Rodrigo e Susy na festa de inauguração da Portofranco

Nathália, Katia, Juliane e Mari

Taninha e Thuani

Ivânia, Denia, Ione, Marga e Silvana

Cris, Rodrigo, Lucrécia, Priscila e Doriana

Família: Gio, Juli e Má na inauguração da Portofranco

Minhas protegidas Suzana, Leila e Sueli
Família Ogliari reunida celebrando o sucesso do novo empreendimento

Tukinho e Rodrigo confraternizando