quinta-feira, 11 de junho de 2009

A NOIVA E EU


Rodrigo e Karine, pra eternizar o momento na fotografia.

CASAMENTO DA KARINE COM O FERNANDO


Meus amigos Karine Appel e Fernando de Souza subiram ao altar no sábado que passou [06] num casamento que movimentou nossa high society e entrou pra história dos grandes casamentos da cidade. Foi uma noite comme il faut!

Desde a chegada na Azambuja, especialmente iluminada de âmbar, até a recepção no salão do Band, reformado recentemente, tudo foi meticulosamente preparado pra se tornar inesquecível.

A entrada da noiva é sempre um momento de grande expectativa. Acima de tudo para o noivo, que entrou um pouco antes ao som de Eu Preciso Dizer que te Amo. Então fecham as portas e as trombetas anunciam com a introdução da Marcha Nupcial a chegada da noiva, digna de uma capa de revista especializada no assunto. Nessa hora, os lenços começam a cumprir seu ofício diante de tantos olhares marejados.

Trocam as alianças, juram amor eterno, recebem alguns cumprimentos e a comemoração segue no clube que é uma extensão da casa da família da noiva. A atmosfera é da mais pura alegria. As paredes na entrada ganharam revestimento especial pra noite e as tulipas [eram muitas] sorriam para os convivas que brindavam a data com champanhe.

Jantar nota dez, doces de vitrine, a festa continua em alto astral com a orquestra convidando a arriscar uns passinhos no salão. Quando a turma se deu conta, o sol já brilhava lá fora. A noite, memorável, virou dia. E ficou guardada na memória de quem esteve lá. Aos noivos, desejo muuuuitos anos de felicidade compartilhada.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

A FAZENDA


A Record investiu pesado no reality show A Fazenda, que na sua primeira semana no ar já alcança um sucesso nos marcadores do Ibope. Pra quem não sabe do que se trata, é um Big Brother rural onde os participantes são celebridades.

O conceito de celebridade é que ficou um pouco dúbio depois que conheci a lista que entrou nA Fazenda. É que a maioria é celebridade por tabela: amigo de celebridade, filho de celebridade, esposa de celebridade e ainda assim nem tão celebradas quanto se esperava.

Mas é uma turma boa que em uma semana já armou um bocado de barracos: O cabeça é o ator Dado Dolabella. Depois tem a Babi Xavier da 1ª geração da MTV, o ator Jonathan Haagensen do filme Cidade de Deus, a Luciele Camargo – uma filha de Francisco, a Mulher Samambaia e o Mendigo do Pânico, o modelo Miro Moreira que é um amigo muito, mas muito íntimo do Gianechini e outros que nem sei explicar de onde surgiram.

SOBRE AS ÁGUAS


Reza a lenda que três homens andaram sobre as águas na história da humanidade: o primeiro foi Cristo. O segundo foi Pedro. O terceiro foi Ivangivaldo. Peraê... quem é Ivangivaldo?? Ivanginaldo é o ilustre desconhecido no retrato acima.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

LEITE DERRAMADO


Normalmente, quando a gente vai chegando nas últimas folhas de um livro, é normal apressar o passo e querer terminar logo pra conhecer o desfecho da história.

Em Leite Derramado, eu tive uma sensação estranha e oposta. Quando me dei conta que estava no último capítulo, comecei a economizar parágrafos, a ler mais devagar com o mesmo receio que a gente tem de acordar de um sonho bom. Ao fim, tive aquela triste visão do fundo da lata, antes coberta de balas e doces.

Já não é mais segredo toda a minha reverência por Chico Buarque, e o que alimenta esse gosto antigo é que ele sempre consegue safistazer minhas grandes expectativas.

O livro conta em primeira pessoa a história de um homem centenário num leito de hospital. Oriundo de uma tradicional família brasileira, ele desfia, num monólogo dirigido às enfermeiras e a quem aguentar ouvir, a história de sua linhagem desde os ancestrais portugueses, passando por um barão do Império, um senador da Primeira República até o tataraneto, garotão do Rio de Janeiro atual.

O Chico consegue uma coisa tão incrível que é manter a ordem de começo, meio e fim e ao mesmo tempo embaralhar a ordem cronológica das coisas e repetir as ideias como os velhos costumam fazer e até justificar isso no texto, como num trecho em que sublinhei:

“Se com a idade a gente dá pra repetir casos antigos, palavra por palavra, não é por cansaço da alma, é por esmero. É para si próprio que um velho repete sempre a mesma história, como se assim tirasse cópias dela, para a hipótese de a história se extraviar”.

terça-feira, 2 de junho de 2009

O SUICÍDIO DE GLORINHA


Glória era uma milionária “de berço” e muito gostosa. Um dia, Glória descobriu que o seu pai era veado. Descontente da vida, incapaz de aceitar a situação, resolveu se matar.

Mas não podia se matar como qualquer outra criatura, afinal, ela, Glória, era milionária, e ficar se atirando de qualquer viaduto ou ponte, cortando os pulsos ou tomando formicida era coisa de suicida pobre. Ela queria se matar com classe, de forma diferente, em grande estilo.

Mandou aprontar o jatinho da família e só com o piloto se mandou para o céu. Pretendia se atirar lá de cima. Durante o vôo, enquanto se preparava para o salto fatal, ela foi indagada pelo piloto a respeito do gesto extremo que ia executar e, chorando, contou a ele o que ocorria: “Papai é veado. Não consigo conviver com essa vergonha e vou me matar”.

Vislumbrando uma possibilidade, já que ele sempre havia cobiçado aquela mulher, o piloto sugeriu que dessem uma antes de ela se matar. Glória concordou, afinal, para quem ia morrer, não custava nada quebrar o galho de um humilde piloto que se declarara tão apaixonado por ela.

E assim foi. Piloto automático no avião e “tome-lhe e tome-lhe”. Glória gostou tanto que desistiu de se matar.

Qual é a moral da história? GLÓRIA DEU NAS ALTURAS E O PAI, NA TERRA, AOS HOMENS DE BOA VONTADE

segunda-feira, 1 de junho de 2009

DIVÃ



Felizmente [e digo isso satisfeito] o monólogo Divã com que Lilia Cabral colheu um bruto sucesso no palco se transformou num filme delicioso.

Lilia é uma atriz que já conseguiu deixar sua marca nas nossas caixas de recordações, desde aqueles olhos esbugalhados de Dona Amorzinho, a beata que interpretou na novela Tieta, até as colocações desconcertantes da Catarina na novela A Favorita, passando por papéis memoráveis como a Maria Lúcia no filme A Partilha.

No filme Divã, ela arrebenta. Acho incrível como ela tem o tom certo pra cada parágrafo. Fora da sala de cinema eu continuava ouvindo ela repetir as frases de efeito do filme.

“Não era amor. Era uma sorte, uma travessura. Não era amor. Eram dois travesseiros. Dois celulares desligados. Não era amor. Era sem medo. Não era amor. Era melhor”.

Depois, a agilidade com que o filme te jogava no caldeirão e em seguida na cachoeira deixa as nossas emoções à flor da pele. A gente chora de rir, e depois ri de tanto chorar.

Trilha sonora escolhida a dedo pelo expert Guto Graça Mello, incluindo alguém cuja voz não reconheci cantando Sua Estupidez, do Roberto e uma música francesa lindíssima como as músicas francesas costumam ser.

No mais, faz a gente pensar numa porção de questões importantes. Nossas pendências, nossas resistências. E para as mulheres que se identificarem com a personagem e um belo dia notarem que o tempo está a passar diante da sua janela, sente diante do seu cabeleireiro e dispare em alto e bom som: “Repica, Renê. Repica!”