Flyer eletrônico que Claudia Bia desenvolveu pra divulgar o novo trabalho do grupo de arte Alina Lamparina. Não ficou lindo? Eu gostei demais. E um abraço todo especial aos parceiros deste musical - Havan, WJ Acessórios, RVB Malhas, Zendron Multimarcas, HJ Tinturaria, Lua Encantada, IVA Filmes e a Fundação Cultural de Brusque
quarta-feira, 30 de maio de 2012
e-flyer
Flyer eletrônico que Claudia Bia desenvolveu pra divulgar o novo trabalho do grupo de arte Alina Lamparina. Não ficou lindo? Eu gostei demais. E um abraço todo especial aos parceiros deste musical - Havan, WJ Acessórios, RVB Malhas, Zendron Multimarcas, HJ Tinturaria, Lua Encantada, IVA Filmes e a Fundação Cultural de Brusque
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Barraco de Feira
* Bas fond nos bastidores da Feira do Livro de Bento Gonçalves, que a cidade gaúcha organiza para a primeira quinzena de maio. Tudo por conta do cachê excessivo que a coordenação da feira destinou ao Gabriel o Pensador, patrono do evento.
* O escritor Fabrício Carpinejar parece ter sido o pivô da polêmica, quando muito oportunamente cancelou sua participação através de uma carta onde critica os organizadores pelos 170 mil reais reservados ao rapper carioca.
O Preço da Ilusão
* Na carta que enviou à Coordenação da Feira do Livro de Bento Gonçalves, Fabrício Carpinejar diz que o artista não tem culpa por pedir tal valor, mas que a prefeitura tem inteira responsabilidade de acatá-lo e não informá-lo da real capacidade cultural do município.
* Tomo a liberdade de editar alguns fragmentos da carta: literatura não deve ser feita para atrair público, e sim para formar público. Feira do Livro não é Oktoberfest, uma plataforma popular de shows musicais e apresentações midiáticas.
* Feira é intensificar leituras em escolas e universidades para propiciar debates com escritores durante uma semana. Uma receita simples e imbatível: ler e comentar, ler e discutir, ler e produzir idéias coletivamente e transformar o pensamento.
* Trazer grandes nomes com dinheiro público a preços estratosféricos é sempre a forma mais rápida de projeção nacional. A literatura é o modo mais lento, entretanto, com efeitos definitivos e perenes. A ilusão custa mais caro do que o sonho.
Saco Cheio
* Depois do episódio, Gabriel o Pensador deu uma entrevista onde disse estar de saco cheio com o assunto. Reuniu-se com o prefeito de Bento Gonçalves e renunciou o cachê de 170 mil reais, mas cancelou o show e a distribuição de 2 mil livros.
* Quando pediram ao rapper pra discriminar este montante, justificou que o valor de cada livro é 35 reais. Dois mil exemplares custam, então, 70 mil reais. Mais 60 mil que é o cachê pelo show. Ainda faltam 40 mil pra fechar a conta.
* E vamos e convenhamos: 35 reais por livro é preço de livraria. Das mãos do autor, poderia ser tranquilamente a metade. Well, well, Gabriel...
sábado, 21 de abril de 2012
Avenue Q
* Demorou quase dez anos [a estreia foi em
2003] mas finalmente me rendi aos encantos da adorável vizinhança da Avenida Q,
uma rua fictícia de Nova York que batiza um musical delicioso. Eu não botava
muita fé por puro preconceito aos bonecos até que minha amiga Roberta
Montagnoli me disse que eu precisava ver.
* Avenue Q é um musical inspirado na Vila
Sésamo – quando eu era criança eu tinha um dicionário ilustrado com seus
personagens – num roteiro que toca em pontos como preconceito, racismo, propósito
de vida, o schadenfreude, que quer dizer o prazer sobre a desgraça alheia, a
brevidade das coisas e a fina linha que separa as diferentes intenções. Tudo com
uma trilha sonora sensacional.
Off Broadway
* Avenue Q estreou Off-Broadway e, devido ao
grande sucesso, entrou em seguida no circuito da Broadway, onde permaneceu até
2009. Durante este tempo, foi montado também em Londres e em Las Vegas. Cinco
semanas depois de sua última apresentação, voltou a um teatro Off-Broadway onde
permanece em cartaz até hoje.
* Mas o que isso quer dizer? Durante anos eu me equivoquei sobre a diferença entre uma produção da Broadway e uma Off-Broadway. Principalmente porque o nome sugere que tenha a ver com a localização. Ledo engano.
* Como muito já sabem, a Broadway é uma avenida que cruza uma grande fatia do mapa de Manhattan. É, acima de tudo, um endereço. Mas a maioria dos teatros não estão nessa avenida, e sim nas tranversais, nas imediações da Times Square. O que diferencia um teatro da Broadway para um Off-Broadway é o número de pessoas que ele pode abrigar.
* Mas o que isso quer dizer? Durante anos eu me equivoquei sobre a diferença entre uma produção da Broadway e uma Off-Broadway. Principalmente porque o nome sugere que tenha a ver com a localização. Ledo engano.
* Como muito já sabem, a Broadway é uma avenida que cruza uma grande fatia do mapa de Manhattan. É, acima de tudo, um endereço. Mas a maioria dos teatros não estão nessa avenida, e sim nas tranversais, nas imediações da Times Square. O que diferencia um teatro da Broadway para um Off-Broadway é o número de pessoas que ele pode abrigar.
* Para ser Broadway, precisa haver pelo menos 500 lugares. Abaixo disso, é Off-Broadway. Isso também implica nos custos das produções e em uma série de fatores que geram outras diferenças. Mas a principal é esta.
Confusões
* Essa confusão com os teatros da Broadway me fez lembrar de uma série de outras. Eu já confundi Maldivas com Malvinas. Já confundi Frank Lloyd Wright com Andrew Lloyd Weber. Já confundi Madame de Pompadour com Georges Pompidou.
* Confundi Kandinsky com Leminski, Luís Carlos Prestes com Luís Carlos Prates e Whoopi com Oprah. Também troquei várias vezes o nome da Reese Witherspoon com o da Drew Barrymore. E Mao Tse Tung com Lao Tse.
* Ainda confundo os meses com trinta e os meses com trinta e um. Confundo nomes de doenças e sempre esqueço como se chama aquela das múltiplas personalidades. Esquizofrenia, lembrei.
* Confundo health com wealth, campanário com minarete e nunca sei se berinjela é com G ou com J. Pequenas confusões que fazem a gente exercitar o bom hábito da pesquisa. Só não chamei urubu de “meu louro” porque sou avesso à qualquer bicho dado a bater asas.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Newsies
* No início dos anos noventa, a Disney lançou um filme chamado Newsies, cujo ator principal era um adolescente galês pouco conhecido que atendia pela graça de Christian Bale. Naquele tempo, um personagem como o Batman e uma estatueta do Oscar eram sonhos distantes.
* Aqui no Brasil, o título foi traduzido como Extra! Extra!, já que o filme é baseado na história real da greve dos jornaleiros em Nova York no fim do século dezenove.
* Foi um fracasso de bilheterias. Aliás, o fiasco foi tão grande muita gente – eu inclusive – nunca tinha nem ouvido falar sobre esse filme. E o que acontece com um filme que vai mal diante do grande público? Vira cult.
* Newsies começou a ganhar um grupo de defensores e admiradores. O movimento cresceu e o filme acaba de ganhar sua versão para os palcos da Broadway – foi a melhor surpresa que tive nesta temporada em NY.
* Desde O Despertar da Primavera que eu não assitia a um musical com tanto punch. A pegada é forte e a plateia nao economiza nos aplausos. Arranjos lindos como só a Disney sabe fazer e coreografias irretocáveis do celebrado Kenny Ortega, coreógrafos de sucessos como Dirty Dancing, High School Musical e Material Girl, da Madonna.
* Soluções estratégicas de cenários e elementos de cena, muitos arrepios, algumas lágrimas e o desejo de sair do teatro com o programa, o poster, o CD, o DVD, a camiseta, o chaveiro e a caneca. Inesquecível!
* Aqui no Brasil, o título foi traduzido como Extra! Extra!, já que o filme é baseado na história real da greve dos jornaleiros em Nova York no fim do século dezenove.
* Foi um fracasso de bilheterias. Aliás, o fiasco foi tão grande muita gente – eu inclusive – nunca tinha nem ouvido falar sobre esse filme. E o que acontece com um filme que vai mal diante do grande público? Vira cult.
* Newsies começou a ganhar um grupo de defensores e admiradores. O movimento cresceu e o filme acaba de ganhar sua versão para os palcos da Broadway – foi a melhor surpresa que tive nesta temporada em NY.
* Desde O Despertar da Primavera que eu não assitia a um musical com tanto punch. A pegada é forte e a plateia nao economiza nos aplausos. Arranjos lindos como só a Disney sabe fazer e coreografias irretocáveis do celebrado Kenny Ortega, coreógrafos de sucessos como Dirty Dancing, High School Musical e Material Girl, da Madonna.
* Soluções estratégicas de cenários e elementos de cena, muitos arrepios, algumas lágrimas e o desejo de sair do teatro com o programa, o poster, o CD, o DVD, a camiseta, o chaveiro e a caneca. Inesquecível!
My Valentine
* Sir Paul McCartney é o tipo de sujeito que dispensa qualquer aposto e qualquer apresentação. Seu nome fala por si e reúne multidões por onde passa desde os tempos dos Beatles. Neste sábado, ele faz o primeiro show da sua turnê brasileira em Recife, e na próxima quarta-feira [25] estará em Floripa.
* Quase setentão, Paul deve estar com o mesmo pique que mostrou há dois anos num show de três horas. Desta vez, deve mesclar seus hinos com canções do disco novo – um trabalho de intérprete onde garimpou músicas que fizeram parte da sua história.
* Neste novo álbum – Kisses on the Bottom – somente duas músicas são de sua autoria. Uma delas é a romântica My Valentine, cujo videoclipe conta com ninguém menos que Johnny Depp e Natalie Portman, um par à altura do compositor e do convidado para a faixa Eric Clapton.
* O clipe é música para quem não pode ouvir. Depp e Portman se restringem a representar a letra da canção na linguagem dos surdos-mudos.
* Quase setentão, Paul deve estar com o mesmo pique que mostrou há dois anos num show de três horas. Desta vez, deve mesclar seus hinos com canções do disco novo – um trabalho de intérprete onde garimpou músicas que fizeram parte da sua história.
* Neste novo álbum – Kisses on the Bottom – somente duas músicas são de sua autoria. Uma delas é a romântica My Valentine, cujo videoclipe conta com ninguém menos que Johnny Depp e Natalie Portman, um par à altura do compositor e do convidado para a faixa Eric Clapton.
* O clipe é música para quem não pode ouvir. Depp e Portman se restringem a representar a letra da canção na linguagem dos surdos-mudos.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Singing in the Rain
* O sentimento glorioso de cantar e dançar na chuva [what a glorious feeling... I´m happy again], eternizado em Technicolor por Gene Kelly, acaba de completar sessenta anos desde o seu lançamento. O ano corrente era 1952 e, coincidência ou providência, minhas duas avós, mocinhas à época, apareceram grávidas ao cabo do ano.
* Pra celebrar o número raso, o filme musical ganhou um revival nos palcos de Londres, com direito a um toró na célebre cena da chuva. Pra quem não lembra da história, é uma história de amor que usa como pano de fundo a transição do cinema mudo para o cinema falado.
* Um momento que é especial no filme e sensacional no teatro é a canção Make ‘Em Laugh – fazer rir é sempre uma arte – com uma coreografia que requer, além de fôlego pra cantar e dançar, grandes habilidades.
* O detalhe é que o elenco não poupa a plateia: as primeiras fileiras saem do teatro de cabelos molhados – e de alma limpa. Eu, que gosto de ser da turma do gargarejo, fiz questão de tomar aquele banho.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Master Class
* A peça de Terrence McNally, atualmente em cartaz em Londres, faz justiça ao seu título: Master Class é, de fato, uma Aula Magna. Todo artista – sobretudo aqueles que se lançam à aventura de cantar – merece passar pelo crivo de Maria Callas.
* Mas antes uma observação: fiquei espantado com a quantidade de pessoas que nunca ouviram falar de Maria Callas, cada vez que conto sobre as peças que assisti recentemente.
* Maria Callas foi apenas a maior soprano de todos os tempos, uma americana de ascendência grega que viveu uma paixão arrebatadora com Aristóteles Onassis – esse eu espero que vocês conheçam – e morreu antes d’eu nascer. Seu corpo está enterrado no Père Lachaise, em Paris, mas sua voz continua a ecoar nos melhores teatros do mundo.
* Voltando à peça: o diretor faz uma sábia opção por uma protagonista não cantora, até porque seria muito atrevimento de qualquer uma achar que pode cantar como Callas. Então Tyne Daly está perfeita no papel, com uma excelente caracterizaçãoda personagem, inclusive no “greek accent”.
* Enquanto avalia alguns cantores, Callas mostra porque se tornou a melhor. O panorama que ela traça sobre a interpretação de uma canção faz toda a diferença. Quem puder, se jogue!
* Mas antes uma observação: fiquei espantado com a quantidade de pessoas que nunca ouviram falar de Maria Callas, cada vez que conto sobre as peças que assisti recentemente.
* Maria Callas foi apenas a maior soprano de todos os tempos, uma americana de ascendência grega que viveu uma paixão arrebatadora com Aristóteles Onassis – esse eu espero que vocês conheçam – e morreu antes d’eu nascer. Seu corpo está enterrado no Père Lachaise, em Paris, mas sua voz continua a ecoar nos melhores teatros do mundo.
* Voltando à peça: o diretor faz uma sábia opção por uma protagonista não cantora, até porque seria muito atrevimento de qualquer uma achar que pode cantar como Callas. Então Tyne Daly está perfeita no papel, com uma excelente caracterizaçãoda personagem, inclusive no “greek accent”.
* Enquanto avalia alguns cantores, Callas mostra porque se tornou a melhor. O panorama que ela traça sobre a interpretação de uma canção faz toda a diferença. Quem puder, se jogue!
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