quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Estupro & Racismo



* O assunto incendiou as redes sociais e alavancou a audiência desta edição do Big Brother Brasil. Creio que não seja necessário eu contar os fatos, todo mundo já viu e foi assunto de Jornal Nacional.

* Mas se alguém chegou hoje da lua, talvez não saiba que na festa do último sábado na casa do BBB, Daniel e Monique beberam todas, se pegaram e foram pra baixo do edredom, onde só os lençóis tiveram acesso ao que realmente aconteceu.

* No dia seguinte, Monique, provavelmente tomada pela ressaca moral e o medo de colocar sua reputação em cheque, fez o que todo mundo faz: disse não lembrar de nada, como se isso amortizasse sua culpa.

* Desde então, a palavra estupro vem sendo utilizada com tantos equívocos que nem sei por onde começar. Estupro é um crime contra a liberdade sexual, que se consuma mediante violência ou grave ameaça. Quem viu o vídeo, notou que não houve absolutamente nada disso.

* Investigadores da polícia entraram na casa para apurar os fatos e apesar de ambos terem dito – com todas as letras – que foi tudo consensual, o episódio culminou na expulsão de Daniel do jogo. Sem despedidas nem maiores explicações.

* O princípio jurídico que deveria se impor é mais antigo que o próprio delito, e desde a Roma antiga já se sabe que c* de bêbado não tem dono.

* Parece que Daniel não pertence ao grupo de milhares de pessoas comuns que se inscrevem e enviam um vídeo pra participar do programa. Ele havia entrado como convidado e, pelo que andou falando na mídia, a contragosto.

* Mais absurdo que detonar Daniel falando em estupro, só mesmo tentar defendê-lo ao falar em racismo. Não tem o menor cabimento.

A Pele que Habito




* A turma que conhece meu paladar pra cinema insistia: veja o novo do Almodóvar, A Pele que Habito, porque vale muito a pena. É claro que não basta uma recomendação, mas também uma oportunidade – e este é o tipo do filme que não costuma entrar em cartaz por aqui, e quando entra dura o tempo de um pensamento.

* Até que descobri que uma amiga havia comprado o DVD pirata. Briguei com ela, disse que pirataria é crime e que ela não deveria ficar com a prova material do delito guardada em casa. Ela entendeu a mensagem e passou pra mim, que já estou pronto pra passar pra alguém.

* Achei um filme belíssimo, mais Almodóvar do que nunca – contrariando aqueles que acharam que o cineasta perdeu sua identidade neste filme. Almodóvar sempre se deu bem em situações-limite e explora muito bem os dramalhões que a vida é capaz de criar. Está para a Espanha como Glória Perez tenta estar para o Brasil, sempre mexendo em temáticas polêmicas e gerando confronto de opiniões.

* Renovou sua parceria com Antônio Banderas, que no passado lhe havia feito Matador, Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos, A Lei do Desejo e o excelente Ata-me, sobre a Síndrome de Estocolmo, onde a vítima se apaixona pelo seu seqüestrador. Fazia vinte anos que não trabalhavam juntos e valeu a espera.

* N’A Pele que Habito, Banderas interpreta um cirurgião plástico bastante concorrido em sua vida pública, mas cheio de ranços na vida pessoal. Movido por um desejo de vingança, aplica seus conhecimentos em transgênese numa experiência que começa como um acerto de contas e acaba numa paixão entre criador e criatura.

* O filme faz referência à mitologia grega com a história do Pigmalião [My Fair Lady também tem isso, mas de outro jeito]. Diz a lenda que Pigmalião era um exímio escultor que, horrorizado pelo comportamento das mulheres, optou por viver isolado e imerso em seu trabalho. Mas, como não era insensível à beleza feminina, esculpiu uma imagem de mulher, em marfim, por quem acabou apaixonado.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

OLHO E NÃO VEJO NADA

Querido blog!

Sei que estou em dívida. Acesso tua página e reparo que te deixei à deriva.
A meu favor, posso dizer que tudo bem, você é apenas mais uma bobagem do seu criador.
Por outro lado, uma vez que você passou a existir além da fronteira dos meus desejos, me sinto mal em vê-lo tão abandonado.
Agora me passou pela cabeça a ideia de ter filhos. O que fazer quando a gente enjoar? Levar pra vó?
Talvez eu me aventure com um animal de estimação, pra aprender a honrar minhas responsabilidades. Aí terei certeza que estou apto a escrever um blog e alimentá-lo comme il faut!!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

SEXTA NO JARDIM



O Museu Histórico de Santa Catarina, sediado no Palácio Cruz e Sousa, em Floripa, conta com um projeto chamado Sexta no Jardim.


Todas as sextas-feiras no jardim do palácio acontece uma apresentação musical de algum artista catarinense ou de passagem pela santa e bela Catarina.

Pois hoje eu tenho o orgulho de lhes informar que o convidado de amanhã [28] é o grupo de arte Alina Lamparina, levando artistas da nossa cidade pra se apresentar na capital. Um luxo!

No repertório, clássicos que constaram nas trilhas dos musicais do grupo além de arranjos inéditos.

CUSTO-BENEFÍCIO



Se você é um sujeito que paga todos os seus impostos religiosamente, deve ficar muito p*to assistindo a TV Senado. Eu nem vou falar dos escândalos do caso Sarney ou do bas-fond entre o Suplicy e o Heráclito Fortes – a mídia nacional já trata do caso com riqueza de detalhes.


Quero me reportar ao verdadeiro ofício de um senador que me parece estar esquecido naquela Casa. Essa semana, assisti a dois pronunciamentos que me deixaram com a sensação de estar rasgando dinheiro.


Um deles foi da parte do senador Jefferson Praia, gastando seus minutos a fazer um discurso sobre um fulano do Amazonas falecido esta semana. Definitivamente, não acho que uma instituição com função legislativa deva gastar tempo e o nosso dinheiro com homenagens, sobretudo póstumas.


O outro foi do paranaense Álvaro Dias, que subiu à tribuna empunhando um retrato do presidente Lula vestido com um colar de folhas de coca ao lado de Evo Morales. Sugeria que o presidente estava simpatizando com a cocaína e aproveitava pra colocar na coca a culpa de todas as nossas mazelas.


Quando começou a falar demais por não ter nada a dizer e o relógio apitou, ainda reclamou que o contador do Senado é generoso com uns e impiedoso com outros.

Alguém fez a conta: um senador, com todo o seu aparato, custa por ano o que custam cinco deputados - R$ 33,8 milhões. Seja sincero: vale?

DOCUMENTO VIRTUAL

A nossa carteira de identidade precisa cumprir certos requisitos pra ser validada. Por exemplo, você precisa usar o seu nome tal e qual ele consta na sua certidão de nascimento.

A foto também precisa obedecer algumas exigências: um fundo branco, o quadro do rosto e o nariz apontando para a câmera.

Sites de relacionamento como o Orkut e o Facebook, ferramentas corriqueiras da vida moderna, apesar de não terem regras estabelecidas neste sentido, poderiam instituir um código de boas maneiras.

Eu digo isso porque já arrumei brigas virtuais que não teriam espaço se os usuários desses sites fossem um pouco mais sensatos.

Por exemplo: alguém que assina **@n@** e coloca uma foto de um cachorrinho no seu avatar não tem o direito de ficar chateado se eu não aceitá-lo na minha lista de amigos, ainda que seja alguém que eu encontre todos os dias. Não tive como identificá-lo.

Pra completar vou relembrar que, assim como a carteira de identidade, o perfil no Orkut foi projetado pra ser individual. Tem espaço pra apenas UMA data de aniversário. Por conseqüência, UM titular. E o avatar de UMA pessoa.

O BAD BOY E A RECORD



Dado Dolabella foi o grande campeão d’A Fazenda, o reality show da Record que fez tremer a audiência soberana da Globo.


Num passado não tão distante, Dado se tornou uma espécie de inimigo público diante das suas brigas homéricas com a ex-namorada Luana Piovani incluindo até uns sopapos numa camareira de teatro.


Seria leviano dizer que existe manipulação dos números em um resultado como este, apesar da estranha preferência maciça a favor do ator.


Por outro lado, temos que concordar no seguinte: Dado é o campeão ideal para um reality show que disputa a preferência do espectador numa emissora dirigida pela Igreja Universal. Ele faz a linha bad boy que agora vai se converter e mostrar ao Brasil que tudo na vida pode melhorar... não preciso [e não quero] complementar.